segunda-feira, 6 de junho de 2011

QUEM SOMOS NÓS?

SOMOS PESSOAS AMADAS POR CRISTO

Efésios 2.1-10

“Defina-se como alguém radicalmente amado (a) por Deus” – John Eagan

QUANDO NÃO SOU E NÃO SEREI AMADO (A)?

1 – Quando apenas busco um bom comportamento ou faço boas obras

“De todas as calamidades que têm visitado este mundo, a rendição do espirito humano a este mundo e a seus caminhos são, sem sombra de dúvida, a pior de todas” – A. W. Tozer

Somos cristãos em uma sociedade, que apesar de se denominar cristã, tem seus valores deturpados para que a maioria fique satisfeita; onde mentiras são transformadas em verdades da noite para o dia. Um bom comportamento e até excelentes obras nada mais será tomado que o necessário para se viver em grupo e no dia a dia. O que encontraremos também é muita coisa tida como boas praticadas por pessoas que, apesar da atitude aceitável e até invejada, não tem o menos respeito e temor para com Deus.

O nosso comportamento e nossas obras são e devem ser diferenciados pela mudança daquilo que vem de dentro de nossos corações: nossa atitude. Estaremos externando aquilo que recebemos de Deus, que foi o mor através do sacrifício de Cristo para a nossa salvação.

Somos amados não por causa do que fizemos, fazemos ou faremos; somos amados porque nosso comportamento e fruto do amor de Deus em nossas vidas e do nosso amor para com Ele.

Aqueles que nos observam ou convivem conosco devem saber e sentir que a diferença esta, não no exterior, mas dentro de cada um de nós.

Nosso comportamento, nossas obras não nos fazem ser mais amados, o que nos faz ser amados é o motivo de termos o comportamento que temos; somos ou nos esforçamos para ser melhores porque queremos que Cristo seja glorificado através de nossas vidas.

O que precisamos entender e fazer nossa sociedade entender com relação ao que somos ou fazemos é o fato de que não queremos ser aceitos por Deus por causa de nosso comportamento ou nossas obras, queremos sim que “vejam nossa luz e glorifiquem a Deus”.

Não buscamos um bom comportamento ou realizar boas obras para sermos amados por Deus e sim porque Ele já nos amou primeiro.

2 – Quando sou independente de Deus

“Se queremos evitar a filosofia natural e insensível, precisamos sempre começar com este principio: tudo na natureza depende da vontade de Deus e todo curso da natureza é apenas o efeito contínuo de suas ordens" - João Calvino

Andávamos completamente alienados, fazendo unicamente as nossas próprias vontades. Vontades que muitas vezes estavam apenas disfarçadas de um correto proceder, mas eram uma forma sutil de dizermos à Deus que sabíamos o que era melhora para nós e que ele não precisava se intrometer em nossos assuntos pois estávamos no controle.

Nesta total liberdade estávamos sendo destruídos dia a dia e isto sem querer admitir, orgulhosos em nós mesmos. Apesar de ficarmos repetindo a todo instante tentando nos convencer que Deus é pai, sabíamos que nossa independência nos afastaria do amor de Deus. Estávamos independentes de Deus e escravos de nossas misérias, nossas neuroses , nossos vícios, nossos pecados.

Na nossa independência estávamos escravos de satanás que nos rodeava com uma falsa segurança repetindo em nossos ouvidos “...é certo que não morrereis.” e “...sereis conhecedores do bem e do mal” – Gen. 3.4 e 5, nos fazendo caminhar para a destruição eterna.

Deus não olhou para esta nossa independência e muito menos nos deixou continuar vivendo nela, pelo contrário, não fazendo conta de que éramos “filhos da ira” enviou seu próprio filho para morrer em nosso lugar. O sacrifício de Cristo nos fez entender que precisávamos de um novo começo, agora, na total dependência do Deus que nos livrou da destruição e do cativeiro de satanás, nos abrindo os olhos e fazendo nos ver onde realmente estávamos com nossa suposta independência.

Agora sim, totalmente dependentes do amor incondicional de Deus somos portadores dessa mensagem de salvação em Cristo Jesus. Somos amados porque dependemos única e exclusivamente do autor da vida; daquele que nos resgata de nós mesmos e nos leva cativos, mas cativos ao reino do seu amor.

Como novas criaturas já não podemos mais no amoldar ou nos acomodar com a realidade da morte que nós é tão palpável diariamente; uma realidade onde pessoas são boas na maioria da vezes, mas uma bondade independente de Deus, longe de ser reflexo do amor sacrificial de Cristo ou até mesmo de reconhece-lo como único senhor e salvador e ainda sendo, infelizmente, “filhos da ira.”.

3 – Quando não aceito a misericórdia de Deus

“Seremos controlados por satanás, ou pelo eu ou por Deus. O controle de satanás é escravidão; o controle do eu é futilidade; o controle de Deus é vitória” – Anônimo

Por nós mesmos nada podíamos e não podemos fazer, por mais bondosos que fossemos ou sejamos apenas estaríamos e estamos tentando comprar o amor de Deus com atitudes pensadas e sem profundidade de coração. Pensadas para termos “benções”, como se pudéssemos enganar a Deus e sem profundidade de coração, porque na primeira oportunidade esqueço-me do que estou fazendo e começo a pensar só no meu amor próprio e não no de Deus.

Alias, se olharmos ao nosso redor, veremos muito ainda hoje, de forma até sincera, por estar sendo enganados, querendo receber de Deus através de atitudes, campanhas e modismos inventados por si próprios ou pessoas que deturpam a Palavra de Deus em benefício próprio, sem pensar nas consequências do que fazem.

Deus, em sua infinita sabedoria, amor e misericórdia e olhando para o que Cristo realizou na cruz, nos deu vida, nos separando por causa do seu próprio amor para conosco, para que o servimos agora na lembrança continua de sua misericórdia que não queríamos aceitar.

Ele desceu ao nível de cada um de nós, suas criaturas, através de Cristo. Sentiu nossas dores, foi tentando em todas as coisas que somos, mas não conheceu pecado pra que a misericórdia fosse experimentada em sua totalidade, para que pudéssemos entender seu imenso amor e aceitar sobre e em nossas vidas.

Somos, hoje então, amados porque a misericórdia de Deus nos atingiu quando tínhamos decidido não fazer parte dela e nem permitir que ela nos atingisse. Fazendo-nos de superiores fomos derrubados ao chão e olhando para cima nos deparamos com Cristo no estendendo as mãos e vitorioso em seu sacrifício por cada um de nós.

Deus, nos fez portadores de sua misericórdia, às outras vidas sedentas como nós, pelas quais, Cristo morreu e depois ressuscitou demonstrando a vitória sobre a morte.

4 – Quando faço obras só para chamar a atenção de Deus

“A morte perde metade de suas armas quando negamos em primeiro lugar os prazeres e interesses da carne” – Richard Baxter

Se atentarmos bem para as pessoas veremos que muitas não olham para Deus como se ele fosse Deus, mas apenas como uma força que age no universo e que esteja sempre ao dispor de cada uma delas. Nós agíamos assim e às vezes, lamentavelmente, ainda agimos.

Por outro lado também vamos encontrar outra grande maioria, que se intitula cristã, buscando o amor de Deus, fazendo obras que supostamente levarão à benção. Vivemos em uma sociedade tão carente do espiritual que fazem qualquer coisa física pra sentir a presença de Deus.

Se formos enumerar teremos uma lista enorme de semana disso, culto daquilo, concentração daquilo outro e por ai vai, tudo para barganhar com Deus mais uma benção.

No entanto fomos escolhidos não por causa de nossas obras, elas em si nada podem fazer; nada do que fazemos é útil se é um fim em si mesmo, mas porque nos quis salvar e nos separar para o louvor de sua glória também através de nossas obras.

Todo aquele que recebe a Cristo como senhor e salvador não procura fazer boas obras para que Deus se agrade e abençoe, pelo contrário, tem que entender e aceitar e vivenciar que, boas obras foram criadas por Deus para que andássemos nelas e o glorificássemos antes mesmo de nossa existência.

Deus fez a cada um de nós para que déssemos frutos e desta forma as pessoas reconheçam através de nossas vidas a quem servimos e o aceitem como senhor e salvador.

5 – Conclusão

“O amor de Deus não é condicional. Nada podemos fazer para merecer o amor de Deus – razão porque é chamado graça; e não precisamos fazer nada para gerá-lo. Já está lá. Qualquer amor, para ser salvífico, deve ser deste tipo: absolutamente incondicional e livre” – Beatrice Bruteau

Somos amados pro Deus porque ele escolheu nos amar e se dar em resgate por nós, não sendo merecedores deste amor.

Deus jamais vai nos amar por causa do nosso comportamento e obras que fazemos; ele sabe que muitas vezes buscamos apenas nossos próprios interesses e procuramos o deixar de lado. Ele nos ama independentemente do que façamos ou como nos comportamos porque decidiu nos amar.

Quando deixamos de lado seu amor e começamos a viver por nós mesmos, ele vai continuar nos amando, pois não pode mudar o que é, mas com certeza este amor não será abençoador em nossas vidas já que decidimos viver sem ele.

Com esta decisão declaro que não preciso da misericórdia que foi demonstrada na cruz e volto minha vida para a miséria que é viver sem Deus.

O resultado disso é que depois de algum tempo começo a fazer coisas pra ver se consigo ser abençoado por Deus achando que da pra se barganhar com o criador.

O que Deus declara através de sua palavra é que nada disso é necessário ou útil. O que é e o que deve ser é ter um coração que se derrame perante ele e se torne totalmente dependente do amor que nos separou desde antes da fundação do mundo; não por nosso mérito, mas porque ele escolheu nos amar.

Por isso, que cada um de nós faça de Deus e seu imenso e incondicional amor, nosso valor pessoal.

Aquilo que somos deve ser o reflexo da graça de Deus em nossas vidas e aquilo que fazemos deve ser o reflexo daquilo que somos, sabendo que estamos andando no que Deus preparou para que andássemos; fomos separados para, que através de nós, vidas sejam iluminadas e comecem a andar no único caminho que existe:JESUS CRISTO

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” – Jesus Cristo

Na graça de quem nos escolheu nele.

Rogério Percel Aires

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Como anda minha atitude de amor ao próximo?

Por não querer me alegrar com os anjos fujo de Deus

Jonas 3.10 – 4.11

“As ações do homem são os melhores indicadores dos seus princípios” – Stephen Charnock

Em Lucas 15.10 Jesus afirma que “há jubilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. Ainda em Ezequiel 18.23,32 vemos Deus perguntando “Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso?... não desejo eu, antes que ele se converta dos seus maus caminhos e viva?” e afirmando “Porque não tenho prazer na morte de ninguém... Portanto convertei-vos e vivei”.

Vemos então que, de forma clara e indiscutível, Deus tem prazer na mudança de atitude das pessoas quando elas decidem seguir o caminho da verdade e se arrependem do mal que estavam cometendo em suas vidas e através delas.

Por outro lado encontramo-nos, o povo escolhido de Deus, vivendo uma espécie de misericórdia que está muitos degraus, abaixo daquela demonstrada por e exigida por Deus. O exemplo supremo de amor e misericórdia foi demonstrado na cruz onde nosso Senhor e salvador entregou sua vida por cada um de nós. Como então podemos demonstrar uma atitude menor para com os “pecadores”?

Quando nos voltamos ao texto de Jonas em seu cap. 3.10 vemos a atitude de arrependimento de um povo considerado um dos piores inimigos do povo escolhido de Deus, um povo odiado por suas ações e por seus pecados.

Diante deste arrependimento encontro logo no cap. 4 características ressaltadas que nos levam a perceber o motivo pelo qual não conseguimos nos alegrar com os anjos e ao mesmo tempo, a exemplo do profeta, tentar fugir de Deus crendo que ele não conseguirá nos encontrar.

1) Desgosta-me o amor e o perdão de Deus derramado naqueles que não quero perdoar

“Os pecados são perdoados de tal forma como se jamais tivessem sido cometidos” – Thomas Adams

“Aqueles que conhecem o grande e terno coração de Jeová, certamente serão levados a negar seus próprios amores para participar da expressão do sei amor” – Jim Elliot

Quando vejo o arrependimento do pecador e também a misericórdia de Deus que decide não punir como disse que faria então eu, no meu orgulho, não consigo suportar que estes que “pecam mais que eu” estão recebendo o perdão de Deus e a oportunidade de recomeçar suas vidas agora na presença de Deus.

Pergunto-me como é possível Deus perder tempo com pessoas que só depreciam a verdade, que não são “justas” como eu? Deus definitivamente “pisou na bola” desta vez. Fica em mim a sensação de que não sou amado como “mereço” ser.

Como o profeta, anuncio o arrependimento, mas fico desolado em ver como eles não são castigados por terem aceitado a verdade e mudado a essência de suas vidas; sinceramente quero que sejam, pelo menos, envergonhados pelos pecados cometidos.

Este é a primeira característica que aprendemos em Jonas e que reflete a realidade de muitos “cristãos” de nossos dias. Não amam, não querem amar e mesmo recebendo de Deus o exemplo e a ordem de amar ao próximo como a si mesmos não estão dispostos a uma mudança em direção ao mover e ao ver de Deus em sua misericórdia.

2 – Me provoca ira ver Deus amar e dar a vida aqueles que o buscam quando não quero vê-los buscar

“O homem que considera sua própria vida e a de seus semelhantes como coisa sem significado não é meramente infeliz, é também quase desqualificado para a vida” – Albert Einsten

“O objetivo de nossa vida não é agradar a nós mesmos, mas sim agradar a Deus” – Matthew Henry

Sei que Deus vai perdoar porque devo ser usado como mensageiro de um castigo futuro se ele vai perdoar aqueles que se arrependem? Não quero ver meus “inimigos” se salvarem, por isso eu me disponho a ficar longe e até fugir da responsabilidade de amar e levar a mensagem da salvação. Sei que se eu falar eles vão acabar se arrependendo de seus maus caminhos, não quero conversão, eles merecem punição.

Estes fizeram tão mal a mim e a minha família, a minha “nação” que não posso acreditar que Deus possa demonstrar misericórdia, amor e não cobrar por seus pecados deixando-os vivos. Não consigo e não posso aceitar este tipo de amor que, nem de leve, castiga o pecador.

Este tipo de amor sacrificial de Deus que nos chama a responsabilidade de proclamar a salvação e esperar uma resposta prática na vida das pessoas é o que faz com que cristãos “justos demais”, verdadeiros “profetas” fiquem irados e saiam da presença de Deus quando questionados pelo motivo de tanta indignação pela conversão de almas sedentas da verdade.

3 – Não quero admitir meu erro na essência de minha mensagem

“Algumas coisas confiamos a Deus, outras Deus confia a nós... Aquilo que Deus confia a nós é principalmente sua verdade” – William Gurnall

“A esperança do Cristão de chegar à glória não esta no fato de que Cristo esta nele, mas sim em o Cristo que esta nele ser um fato” – Peter Anderson

Anuncio salvação através de uma vida arrependida, mas quero ver o castigo pelos erros cometidos; declaro arrependimento e mudança de vida, mas o ditado já diz “pau que nasce torto...” precisa se desentortado. Como mensageiro de Deus devo ser reconhecido por ver Deus cumprindo sua palavra através de minha vida. Como agora Deus permite que se arrependam e agora estejam em nosso meio glorificando-o como senhor? Precisam ser destruídos por seus “crimes” contra o povo de Deus.

“Profetas” como estes dificilmente admitem que estejam equivocados na essência de sua mensagem. Equivocadamente acreditam que Deus tem prazer na destruição do pecador e não esperam que a mensagem proferida produza transformação na vida daqueles que ouvem a mensagem.

Preocupam-se com as miseras coisas e se esquecem das eternas. Dão mais valor ao material e ao emocional egoísta do que as almas que serão salvas. Às vezes pedem até para morrer para não ter que admitir a falta de capacidade de se alegrar com os anjos por um pecador arrependido.

Conclusão

“Não há outra forma de tocar o oceano do amor de Deus senão o perdoar e amar os inimigos” – Corrie Tem Boon

O livro de Jonas termina com uma pergunta que é um desafio a cada um de nós cristãos. Como ando vivendo a compaixão, a misericórdia e o amor de Deus em meu viver diário?

Temos diante de nós uma sociedade sedenta do evangelho e também anjos ansiosamente esperando para se alegrar com pecadores arrependidos. Nossa responsabilidade é levar as boas novas que foram também reveladas anos por profetas que acreditaram e viveram o amor de Deus e se alegraram com os anjos.

E momento de assumir nossa carga para que, porventura, Deus não seja obrigado a mandar algum “peixe grande” nos vomitar nas “Nínives” dos nossos dias para que possamos cumprir a missão que nos foi dada.

Definitivamente temos que ter sempre a visão de que quando Deus escolhe o profeta, ele usa o profeta mesmo contra a vontade.

Que resposta eu darei ao chamado de Deus em minha vida?

No amor daquele que não tem fronteiras

Rogério Percel Aires

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

JESUS: DEUS DA MINHA SALVAÇÃO!

Quem diz o povo ser o Filho do Homem? Mt. 16.13-20

Todo o nosso entendimento com relação a Cristo deve se basear totalmente nas escrituras e não na especulação de nossos “teólogos”, pois, quer queiramos ou não, sempre teremos um pouco da visão dos mesmos com relação ao assunto e isto pode influenciar muita gente.
Com relação à visão dos ditos teólogos, temos um exemplo prático disto através dos “discípulos de Ario” que não aceitam a divindade de Cristo por não conceberem um Deus que subsista em três pessoas, e isto, por causa de seus lideres que passaram tal doutrina, desconhecendo o grego em suas raízes, e também o hebraico.
Por outro lado podemos também ouvir o que os teólogos dizem, se estes têm uma visão imparcial do assunto não “puxando a sardinha” para sua denominação e procurando provar aquilo que as escrituras já provam.
Vejamos alguns exemplos:
Quando ficamos sabendo que “a Septuaginta (tradução grega do Velho Testamento) traduzia sistematicamente o ideograma sagrado YHWH por “Kyrios” (6.156 vezes), palavra que, em decorrência deste persistente uso, passou a significar “Deus”, quer para o judaísmo helênico quer para a liturgia palestinense na liturgia sinagogal” - Cristologia em lições - Onézio Figueiredo pág. 129, Casa Editora Presbiteriana, começamos a perceber a visão que os apóstolos tinham de Cristo, sabiam que estavam na presença do próprio Deus encarnado.
Só isto seria suficiente para crermos na divindade de Cristo, mas vamos mais além quando encontramos a explicação para o termo LOGOS: O termo LOGOS quer dizer tanto palavra como razão. Seguindo os filósofos gregos, tudo o que nossa mente consegue compreender o faz porque de algum modo participa do LOGOS ou razão universal. Por exemplo, se podemos compreender que dois e dois são quatro, isto se deve ao fato de que tanto em nossa mente como no universo existe um LOGOS, uma razão ou ordem, segundo o qual dois e dois são quatro. Ora, o que os cristãos crêem é que em Jesus Cristo esse LOGOS – e esta é a palavra que aparece no prólogo do quarto evangelho – se fez carne. O que João 1.14 nos diz é que a razão fundamental do universo, o verbo ou palavra (LOGOS) de Deus, se fez carne em Jesus Cristo. A era dos Mártires - Justo L. Gonzáles pág 92, Vida Nova, 1995.
Filipenses 2.6 – A palavra aqui traduzida por forma é MORPHE. Esse termo, tanto no grego clássico como no bíblico significa conjunto de características que fazem com que uma coisa seja o que é. Denotando a genuína natureza de uma coisa, MORPHE contrasta com SCHEMA, que também é em geral traduzida por forma, mas no sentido de formato ou aparência superficial em lugar de substância. O uso de MORPHE nessa passagem refletindo a fé da igreja primitiva insinua uma profunda confiança na plena deidade de Cristo. Introdução à Teologia Sistemática – Millard J. Erickson pág 130, Vida Nova, 1997.
Estes foram alguns poucos exemplos de estudos imparciais de alguns teólogos que muito podem nos ajudar a entender o que as escrituras falam a respeito de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Como dissemos as escrituras devem ser nossa base para a verdadeira natureza de Cristo, e isto pode ser visto nos seguintes textos:
Jo 20.28 – Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu
Col. 1.15 – Este é a imagem do Deus invisível
II Co 4.4 -...glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus
Rm 9.5 -... o qual é sobre todos, Deus bendito para sempre
Tt 2.13 -...aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória de nosso grande Deus e salvador Cristo Jesus.
Jo 1.1 – No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus
Jo 1.18 – Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que esta no seio do Pai, é quem o revelou
Heb 1.8 - ...mas acerca do filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre
Jo 5.18 - ...dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus
I Jo 5.20 – Também sabemos que o filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
Estes são textos que nos revelam a verdadeira natureza de Cristo e nos fazem entender que o próprio Deus morreu em nosso lugar, pagando o preço de nosso erro em ouvir a voz de Satanás.
Muitas teologias/ideologias foram feitas apenas para satisfazer necessidades humanas e isto acabou por empobrecer, em alguns segmentos, a fé que foi entregue aos santos.
Nossa postura, contrário ao de muitas teologias, deve ser a de pesquisar a fundo assuntos de conflitos teológicos como este e, na necessidade, entrar pelo caminho da língua original para termos uma compreensão do que realmente a Bíblia nos revela em suas páginas.

No nome daquele que é o Deus triuno.

Rogério Percel Aires

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Onde colocarei meu amor e minhas escolhas?

A síndrome de Demas

“Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores” - Filemom 24
“Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica...” - II Timóteo 4.10

“Aquele que crê mal nunca pode viver bem, pois não tem alicerces” - Richard Sibbes

Pouco ou quase nada se lê sobre Demas no novo testamento. É citado como companheiro em algumas cartas, mas acaba-se sabendo que abandonou o evangelho por ter amado o “presente século”. Não sabemos quais foram sua realizações como “seguidor” de Cristo, mas infelizmente sabemos que o deixou de ser de forma radical: Demas escolheu as coisas do mundo.
Quantos, não conhecemos que andavam em novidade de vida por causa de Cristo e que hoje já não caminham mais ao nosso lado, já não sentem mais prazer nas coisas de Deus, mesmo ainda “caminhando” dentro do evangelho.
“Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus” – Lucas 9.62, nos diz as escrituras e o que se percebe é que muitos não querem justamente é deixar de olhar para trás e mesmo aqueles que nunca olharam para trás hoje dão suas olhadinhas rápidas; afinal ninguém esta vendo mesmo. Terrível engano, Nada se pode esconder nada de Deus. Isto deve nos preocupar sobremaneira “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” - 1 Coríntios 10.12. De que forma estamos encarando nosso chamado, de que forma estamos seguindo esta chamado?.
A síndrome de Demas atinge cristãos que abraçaram o evangelho, mas não permitiram que suas raízes atingissem profundidade para suportar dificuldades e pressões do presente século. Ainda são levados por todos os lados e encaram tudo como se a palavra de Deus fosse relativa ou apenas servisse para o outro, nunca pra eles. Tudo o que o outro faz é pecado, e pode até ser mesmo, mas o que eles fazem as escondidas, não é, pois ninguém esta vendo. Ainda o mesmo terrível engano.
Crescem com “alegria”, mas uma alegria condicionada a momentos, pessoas, familiares, sentimentos, mas nunca a Deus.
Percebe-se ainda muita expressão de “adoração”, mas nunca de conversão na vida destas pessoas; são folhas levadas ao vento, soltas, indo por onde puderem ser levadas, mas nunca direcionadas pelo Espírito Santo. Clamando apenas nos momentos em que se esta muito em perigo, procurando soluções, mas deixando de lado o solucionador quando tudo se acalma novamente.
Ser direcionado pelo Espírito significaria mudança de atitude, de visão, e isto, bem, não é tão necessário, dizem: não se podem levar ao pé da letra os preceitos de Deus, Ele é amor, Ele perdoa. Concordamos com o perdão com certeza, mas este vem quando há arrependimento, mudança de vida.
A nosso ver a síndrome de Demas tem três características que podem levar vidas frutíferas a serem “destruídas”. São elas:

1 – Começa no amor

Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” - I João 2.15-17.

“A maior prova de nosso amor a Cristo é a obediência às leis de Cristo... O amor é a raiz; a obediência é o fruto”- Matthew Henry

Aquilo em que colocamos nosso amor com certeza vai tomar a maior parte de nosso tempo “Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração” – Evangelho de Lucas 12.34. Tem se o trabalho, amigos, família, diversão e com certeza uma lista enorme onde colocamos nosso amor e nosso coração.
Tudo isto, é claro, merece nossa atenção e nosso cuidado, mas quando não se centraliza o amor naquele que é o doador do amor não se pode esperar um amor que vá produzir caminhos direitos e justos.
O apóstolo Paulo fala das características do amor que vem da comunhão com o Pai:
“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha...” - I Coríntios 13. 4-8, e que com certeza deve ser padrão para todos os nossos relacionamentos.
Este deve ser o modelo a ser seguido, mas aqueles que seguem o exemplo de Demas só conseguem amar o presente século, as coisas que o mundo oferece. Gostam de participar das reuniões para “buscar a benção”, mas não conseguem levar a benção à vida de seus semelhantes, não conseguem deixar de lado as baladas, os vícios, o sexo ilícito e desenfreado, a pornografia e coisas semelhantes, afinal podem se justificar usando as palavras de Cristo, fora de seu contexto é claro: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra” – Evangelho de João 8.7
Por outro lado temos o oposto quando não se demonstra nenhum pecado visível na vida e não apenas atiraríamos à primeira, como a segunda... até as pedras acabarem do terreno, desta forma demonstrando que o amor pode estar deturpado, como as vezes esta, no meio da comunidade que se diz cristã. Podemos estar deixando o amor do presente século penetrar em nossas igrejas estar, sutilmente, modificando a vontade daquele que nos amou primeiro- Cristo - de nossas vidas, para as nossas vontades.
O amor deve ser à base de nossa vida, mas temos que ter em mente que o amor procede de Deus. Por isso todo amor que não glorifica a Deus deve ser descartada por aqueles que não querem ser influenciados pela decisão de Demas. O amor pode nos levar mais perto de Deus, pois Ele é amor, mas se direcionado para coisas erradas vai apenas conseguir que nos afastemos mais de nosso criador; ai poderemos até estar presentes, mas vai ser uma presença apenas física com nossas vontade, alma e intelecto totalmente longe de soberana vontade de Cristo.
Não é apenas como amamos, mas o que amamos que determina nossas escolhas.

2 – Passa pela escolha

“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro. Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está à verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” – I João 2.1-6

“Posso afirmar, por experiência própria, que 95% do conhecimento da vontade de Deus consiste em estar preparado para cumpri-la antes de conhecê-la". Donald Grey Barnhouse

Demas não abandonou a companhia de Paulo e o evangelho porque amou, alias se espera de todo cristão que ame e fato e de verdade. Demas abandonou porque escolheu amar o presente século, escolheu amar as coisas que o mundo podia oferecer.
O que o mundo nos oferece hoje não é muito diferente do que era oferecido na época do apóstolo Paulo e de Demas, a diferença é que hoje é nos oferecido com mais intensidade, com mais propaganda.
Ligamos nossas televisões e somos bombardeados por propagandas onde se explora o sexo, na maioria das vezes das mulheres, os vícios, pelo menos os aceitáveis como a bebida, o cigarro e alguns jogos, já conhecidos como jogos de azar ironicamente, e a miséria do povo e seus desastres ditos naturais. E apesar de, as vezes, haver uma preocupação da mídia para com esta coisas, se percebe muito mais a preocupação em se ter picos de audiência do que ver estas coisas solucionadas ou pelo menos amenizadas. Escolhe-se ganhar em cima do sofrimento de semelhantes porque afinal, bem, não são nossos familiares. Sim admitimos que existam exceções à regra, mas... Já reparou quantas ONGS são formadas só depois que acontece algo grave com um dos nossos familiares.
E apesar da comoção que isso posa causar, nossos jovens e porque não dizer, crianças, adultos, idosos etc. ainda estão morrendo nos vícios, no sexo livre e sem amor verdadeiro e justo, nos relacionamentos sem nenhum compromisso e responsabilidade, o popular ficar, e outras coisas semelhantes apenas pela escolha do prazer passageiro sem responsabilidade com as diretrizes de Deus. Escolhas erradas gerando futuros incertos. Mesmo dentro de nossas igrejas rotulados cristãs nunca se sentiu tanta falta de vivencia na palavra como em nossos dias.
Pode até ser que não amamos o presente século, mas não estamos fazendo as escolhas pela palavra de Deus. Não conseguimos ter tanta comunhão com Deus - alias não conseguimos imaginar alguém com meia comunhão com Deus, ou se tem ou não se tem – como temos com nossas programações de televisão, diversão, etc. Não se consegue conversar com Deus em oração e sermos íntimos dele, mas em se tratando da intimidade da vida dos outros, a popular fofoca, isto matamos de letra, não se sabe nada de fé, mas a s ultimas novidades estão todas registradas e sendo passadas a quem quiser e quem não quiser, falar de Deus é só um detalhe, seria até uma escolha estranha.
Escolhe-se facilmente não conhecer como andam as finanças de alguém que necessite de ajuda, mas da mesma forma, se gasta muito em coisas superficiais e nada culturais ou disques eliminações de programas como o BBBrasil e suas banalidades. Não se consegue louvar com o coração, mas consegue-se escolher marchinhas de carnaval como foi escolhida no ultimo domingo dia 08/02/2009 no Fantástico, uma marchinha que ridiculariza Deus do começo ao fim. Escolhe-se o “libera geral” do carnaval e se deixa de lado a vontade de Deus.
Nossos filhos, irmãos, amigos, conhecidos podem não saber conversar com Deus através da oração, mas já se tem decorado as últimas novidades musicais, gírias e coisas semelhantes que muitas vezes só incentivam uma vida longe do amor doador de Deus.
Estamos ensinando que tipo de escolhas aos nossos filhos e semelhantes. Assustamos-nos só em pensar na resposta que receberemos.
A palavra de Deus diz “... não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” – Romanos 12.2, mas o que estamos vendo e em grande quantidade e em vários lugares é nossa rebeldia, porque não queremos escolher abandonar nossa maneira de pensar ou agir, afinal quem pode nos condenar; lembra da frase: ..quem não tiver pecado...
O presente século nos dá tudo d forma muito fácil e muitos acabam aceitando, pois acreditam que podem barganhar com Deus, afinal, o que os outros não vêem, não fará mal. Por outro lado há os que simplesmente escolheram não ligar para o que Deus pensa; cada um que cuide da sua própria vida e escolhas. Esqueceu-se que somos corpo e o corpo não pode estar em desacordo entre suas partes.
Escolher amar a Deus deve ser a nossa realidade, só Ele pode nos fortalecer para vencermos as artimanhas e tentações deste século presente.
Os que mantêm firmes são considerados, muitas vezes, tolos, porque na visão de alguns ou muitos, Deus não exige tanto assim de “seus filhos”. O fato é quer Deus não coloca fardos sobre nós que não possamos carregar, mas nos capacita a permanecer na verdade de sua palavra.
Deus requer uma decisão de nossa parte, não podemos apenas ser “certinhos” porque estamos na frente de algum trabalho ou ministério, ou porque não queremos ninguém nos importunando com perguntas sobre nosso comportamento. Precisamos viver e vivenciar as palavras de Jó: Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza. – Jó 42.5,6.
Nossas escolhas são aceitáveis e boas quando direcionadas em Deus e aos nossos semelhantes através do Espírito Santo, mas destrutivas e más quando direcionadas às coisas que o mundo oferece. Demas amou o presente século e escolheu se afastar da obra de redenção do nosso Deus; muitos não se afastam da obra, mas escolhem o presente século através de atitudes sutis e pensamentos pecaminosos. Não é apenas como amamos, mas o que amamos, não é o que se escolhe, mas onde esta escolha nos levará que determinará o que abandonaremos.

3 – Termina no abandono

“Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” – I João 1. 5-7

“Há grande diferença entre negar coisas a si mesmo e negar-se a si mesmo” - Adrian Rogers


Esta é a ultima característica que citaremos e a que mais pode ser definitiva em nossas vidas. Podemos até amar o presente século, mas nos arrependermos e voltarmos a amar o criador dos séculos, podemos até fazer as escolhas erradas, mas nos corrigirmos e não mais abandonar a escolha certa de estar em Cristo em todos os instantes da vida. O que nos preocupa é justamente o que abandonamos e como fazemos isso. Como ter de volta a vida em Cristo quando se escolhe abandona-lo, mesmo sabendo que não encontraremos vida em outro lugar, que esta possibilidade de ficar longe daquele que é o Caminho a Verdade e a Vida – JESUS CRISTO - e ainda assim ser feliz não existe.
Deus é um ser ditatorial poderiam alguns dizer, mas na verdade Deus é amor e longe do amor não existe esperança de vida feliz.
Muitos que caminhavam ao lado de Cristo hoje já não caminham mais nessa jornada. Conhecemos a mensagem de um jovem que disse em poucas palavras: o mundo nos chama de quadrados, e se somos quadrados eles com certeza só podem ser os redondos. Jamais e consegue firmar algo em cima de redondos, não param, rolam para todos os lados, mas em cima de um quadrado se coloca qualquer coisa, pois se tem firmeza no lugar em que este se encontra dando o sustento necessário. Quadrados então sustentam, por isso estamos certos em sermos quadrados. Somos sustentadores. Foram poucas palavras, mas belas palavras, mas infelizmente tal jovem não ouviu seu próprio argumento e resolveu fazer parte do grupo dos redondos, amou o presente século por dizer que não encontrava diferença entre cristãos e não cristãos - na verdade não quis fazer diferença – foi atingido pela síndrome de Demas.
Esta característica tem como primeiro aspecto o abandono de Cristo e o convívio entre os irmãos da fé de forma tão radical que se torna impossível, ou muito difícil à cura e a regeneração da pessoa atingida, chegando a pessoa até a morrer definitivamente na fé. Um segundo aspecto é o abandono emocional, intelectual, racional da fé. Frequenta-se a igreja, mas não se sente mais prazer nas orações, louvores, mensagens, ou qualquer outro tipo de programação, se vai por ir, porque de vez em quando é bom fazer uma média com Deus ou com os conhecidos.
Nunca se está preparado para nada neste aspecto, não se assume compromisso porque se quer continuar vivendo de qualquer jeito e compromisso atrapalha este tipo de vida. Este é um aspecto de toma lá dá cá com Deus. Vou mas o Senhor me abençoe se não...
Podemos até citar um terceiro aspecto: irmãos que oram, louvam, aprendem da palavra de Deus, mas tem suas vontades de abandono pelo presente século, que só Deus conhece.
Deus com certeza quer que abandonemos, mas abandonemos o pecado e suas armadilhas. Quer nos abençoar e só pede que abandonemos as maldições de se escolher o presente século e suas implicações.
Existem várias formas de abandono. Deus quer simplesmente que escolhamos a forma alicerçada na palavra: o abandono do pecado.
Não é apenas como amamos, mas o que amamos, não é o que escolhemos, mas onde esta escolha nos levará, não é o que abandonamos, mas o que abandonamos por amor a Cristo que será nossa conclusão de vida.

Conclusão

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” - Efésios 6.13-18


“Nunca devemos dizer que o eu está morto; se o disséssemos ele riria de nós antes que virássemos a esquina” - F. B. Meyer

De Demas apenas se fala que era um companheiro e que abandonou o caminho da verdade porque, infelizmente, amou o presente século. Temos diante de nós a verdade da palavra que diz que Deus procura adoradores que o “adorem em espírito e em verdade” – João 4.24b
Este é o convite a cada um de nós, para que amemos a almas do presente século e intercedamos por elas, resgatando-as das armadilhas do caminho, mesmo os que andam em nosso meio, mas ainda não decidiram que caminho trilhar.
Que escolhamos sempre fazer a vontade de Deus, mesmo que isso requeira de nós total esforço, sabendo que a força vem de Deus, porque esta é a única escolha acertada.
E que a única coisa, que venhamos a abandonar seja toda e qualquer forma de pecado. Seja ele nas suas mais variadas formas e artimanhas. Corramos a carreira que temos diante de nós como esforçados atletas que sabem da recompensa final da vida eterna.
Deus nos abençoe e nos livre de padecermos deste mal que se apresentou na vida de Demas, e que onde quer que ele se manifeste sejamos parte da cura de Deus para este ou qualquer outro século, porque somos separados para darmos frutos no meio desta geração incrédula e sedenta da verdade transformadora da palavra de Deus.


No nome daquele que pode nos manter no CAMINHO até a eternidade.

Rogério Percel Aires





quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Como agirei através da Verdade?

“A importância de agir para construir o futuro”

“Toda ação de nossa vida toca alguma corda que vibrará na eternidade” -
E. H. Chapin


O titulo desta reflexão foi tema de redação no vestibular Fatec – Sorocaba para o ingresso de estudantes no 2º semestre do ano de 2008.
Este tema tem a capacidade de despertar muita sugestão por boa parte dos vestibulandos e de não despertar nada por uma parcela também considerável dos mesmos. Muita coisa, com certeza, boa, ruim e às vezes hilária foi escrita no dia do vestibular.
O que nos vem à mente é o que escreveria o povo de Deus, espalhado pelo País, se este tema fosse discutido em nosso meio.
Muita coisa, com certeza,...
Quando penso no povo de Deus querendo agir, não posso deixar de lado o verso primeiro do salmo 127 “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”. Este verso me faz ver que posso até agir e construir o futuro, mas sem o Deus do Tempo não conseguirei ser vitorioso em minhas manifestações, projetos ou idéias.
Vendo a situação da Igreja, temo que muitos querem agir, mas para construir um presente, e até um futuro, que satisfaça suas expectativas e não voltado para a suprema vontade do Deus de amor e misericórdia que nos dá de sua vida através de Cristo Jesus, nosso único Senhor.
E por isso também não podemos deixar de ler as palavras do apostolo Paulo em Romanos 12.1,2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Este com certeza é um chamado à ação, principalmente para o nosso presente; pessoas procurando ser, fazer e acontecer no meio cristão e fora dele, sem a preocupação de glorificar a Deus, sem o conhecimento da “...boa, agradável e perfeita vontade de Deus” Rm 12.2
Nesta visão poderíamos mudar o titulo em questão, adequando-o ao nosso meio:

“A importância de agir em Deus através da atuação do Espírito Santo em nossas vidas, para construir o presente e o futuro, tendo em mente o sacrifício e a misericórdia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”
Neste tema creio que a Igreja pode trabalhar melhor sua vocação despertando cada membro para a convicção real de que fomos chamados com o propósito de sermos sal e luz – Mt 5.13-16, na sociedade em que estamos.
Usando as palavras do apóstolo Paulo, na carta aos Romanos, temos algumas características que devemos observar em nosso viver diário para um agir transformador como cristãos.
São elas:

1)Apresentar o corpo por sacrifício vivo

“À medida que o homem morre para o eu, ele cresce em vida diante de Deus” – G. B. Cheever
Talvez o que passe na mente das pessoas é o fato de ver sempre o sacrifício como algo que se é morto em favor de alguma coisa ou de alguém. Certamente a resposta a esta dúvida, tendo em vista, o apóstolo exortar a ser sacrifício vivo, é que o que esta em mente ao lermos, “fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena” Col 3.5. Em outras palavras, devemos sacrificar o pecado todos os dias de nossas vidas para que a vida de Cristo se manifeste continuamente em filhos e filhas que sabem porquê e por quem foram resgatados da miséria em que se encontravam.
Nossas naturezas terrenas, bem sabem, é rebelde e sempre nos levará a fazer nossas vontades carnais, deixando de lado o valor do sacrifício daquele que nos livrou do Império das Trevas e nos deu vida abundante. Nossa obrigação é sacrificar tudo aquilo que não agrada a Deus, nosso Pai, que nos deu seu filho para morrer em nosso lugar, e hoje nos derrama do seu Espírito Santo para nossa edificação e maturidade na fé.
O próprio Cristo nos ensinou o que devemos fazer: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará” - Lucas 9.23,24
Isto nos leva, ou pelo menos deveria levar, a entender que o sacrifício de tudo aquilo que não agrada a Deus não é uma opção, mas uma exigência a corações que querem adorar “em espírito e me verdade” – Jo 4.23, despertando-nos para um viver santo e agradável diante de nosso Deus

2)Apresentar o corpo de forma santa e agradável

“A morte perde metade de suas armas quando negamos em primeiro lugar os prazeres e os interesses da carne” – Richard Baxter

Como é que um filho ou uma filha de Deus pode ter em mente as Palavras de Paulo "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade." - Colossenses 3:12, e ainda não querer, ou achar que não necessita viver de forma “tão” santa e agradável a Deus, é uma pergunta que ecoa por muitos lugares denominados evangélicos em nossos dias.
Tem se um grande contingente de filhos e filhas na procura, mais, de entretenimento do que de conhecimento da Palavra de Deus, procurando satisfazer anseios egoístas, querendo ouvir mensagens que “não peguem tanto no pé” que não exortem a santidade.
Por causa disso espera-se de cada um de nós um reavaliar constante de todas as nossas atitudes para com o próximo e Deus, procurando fazer aquilo que agrada ao criador e promovendo, através de nosso viver diário, a aproximação de nossos semelhantes à presença de Deus.
Pode-se se esconder tudo de todos, mas Deus vê tudo a todo instante e sinto que muitas vezes estejamos nos esquecendo disso e nos fazendo de surdos à esta verdade que permeia toda a escritura, adequando-a ao nosso prazer de “vida”.
É momento de pararmos de dizer aos quatro cantos que ninguém tem nada a ver com nossas vidas, pois se somos irmãos todos têm a ver com a vida de todos. Reino dividido não subsiste, nunca resistirá. Chega de divisão e de ocultação, sejamos transparentes e ensinemos aos outros a transparência de um viver em Cristo também. Transparência que conduza à verdade aqueles que serão conduzidos por nós.
Só conseguiremos receber a visão de Deus, quando começarmos a nos mostrar a Ele, nos mostrar como realmente somos e pedir por sua misericórdia, pedir por transformação.
Viver de forma santa e agradável é uma necessidade que só pode ser saciada por um comportamento moldado pela verdade de Deus.

3)Transformar nossas vidas pela renovação de nossa mente

“Nunca nos esqueçamos de que a mensagem da Bíblia dirige-se em primeiro lugar à mente, ao entendimento” – D. Martyn Lloyde Jones

Eis aí um desafio que requer muita disciplina, e é incrível como nos disciplinamos para acordar cedo, para jogar, nadar etc., mas não conseguimos nos disciplinar para viver a Palavra de Deus e seguir seus preceitos. A renovação da mente é o que nos leva a viver em sacrifício vivo e de forma santa e agradável diante de nosso Deus.
Logicamente é bem certo que se pecarmos, temos quem nos perdoe como nos diz João “se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” – I Jo 2.1, mas isto não nos redime de transformarmos nossa mente, renovarmos nossas atitudes para com Deus e fugirmos do pecado.
O cristão é aquele que não se deixa dominar pelas situações desta vida e nem por filosofias e ensinamentos que o afastam da presença do Deus Santo que o redimiu de suas culpas.
O apóstolo João sabia que muito bem que nossos pecados seriam perdoados por amor ao nome de Jesus, mas chama nossa atenção para o fato de que somos vencedores porque conhecemos àquele que venceu e temos sua palavra no coração. – I Jo 2.14.
Tudo passará conforme nos registra o próprio apóstolo em sua primeira carta, mas, nossas atitudes para com Deus e sua Palavra é algo que pode nos abençoar ou amaldiçoar. Conhecer a verdade e não a viver é com certeza a pior escolha que qualquer filho pode fazer. Escolha de morte.
Escolhamos, pois, o alicerce da Palavra de Deus em nossas mentes para que possamos ter a mente de Cristo em todo o nosso proceder, e tendo a mente de Cristo sejamos transformadores de mentes cauterizadas pelos erros desta geração.

Conclusão

“Somos o que repetidamente fazemos, portanto a excelência não é um fato, mas um hábito” - Aristóteles

Verdadeiramente a Igreja de Cristo precisa ser a ação, não apenas para construir o futuro, mas também para modificar, transformar o presente e isto com uma urgência alarmante.
Nossa responsabilidade não é apenas freqüentar e encher nossos templos, é fazer com que a sociedade seja impactada com nossa maneira de viver, e neste impacto venha a glorificar a Deus.
O Deus que nos chama quer de nós uma vida de inconformidade. Inconformidade com a miséria do pecado em nossas vidas, com este século que prega a busca da satisfação física, pessoal, em detrimento da satisfação de nossas almas, sedentas de Deus, sedentas de um amor incondicional. Se procedermos como quem não conhece a Deus que transformação veremos?
Deus quer nos ver como oferta diária, em um proceder santo e agradável em sua presença, em renovação de mente que nos leve a um comportamento digno diante de sua presença santa.
Comportamento que é fruto de uma atitude mental de escolher o caminho de Deus.
Comportamento que abale os alicerces desta geração apática à Palavra de Deus; que a acorde, que modifique este agir, para um agir na ação do Espírito Santo em nossas vidas.
Fica a nós o desafio de agir pra construir o presente e o futuro, mas na unção recebida de Deus em nossas vidas.
Se como cristãos não modificamos nosso viver para sermos semelhantes a Cristo, nosso Senhor, como é que vamos conseguir que as pessoas que nos rodeiam e que necessitam de nosso amor e do amor de Deus, entendam que Deus os amou e quer resgatá-los no amor de Cristo.
Certos estejam que se nos calarmos as pedras clamarão, mas queremos mesmo ver as pedras clamarem? Que Deus nunca permita que as pedras clamem, por que pode contar com cada um de nós.
No amor daquele que pode renovar todo o nosso proceder
Rogério Percel Aires

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Peço...logo recebo?

Graça e paz amados leitores,

Fico pensando quantos de nós escreveriam uma carta como esta à Deus:


QUERIDO PAPAI DEUS “NOEL”


Papai, fui informado por alguns “conhecedores” de tua “palavra”, que posso pedir o que quiser que receberei, contanto que eu acredite, bem como o “O segredo” mas em uma versão totalmente teológica sem “erros” doutrinários e vinda de fontes completamente bíblicas.
Por isso lá vai minha lista :

Apartamento duplex
Barco grande e luxuoso
Carro com combustível gratuito
Dinheiro de sobra para eu gastar onde quiser
Emprego excelente, de preferência como chefe
Fazendas produtivas sempre
Guloseimas a escolher
Hidroginástica de graça, pra manter a forma
Inimigos humilhados com o meu conhecimento
Juventude prolongada para que eu receba mais
Liberdade para fazer o que quiser e quando quiser
Massagens relaxantes todos os dias
Namorada maravilhosa e sarada
Orgulho dos outros por me conhecerem
Popularidade sempre
Roupas de grife
Sapatos confortáveis sempre
Tênis de marcas famosas
Unção, mas só de poder
Vitórias onde eu estiver

É isto, espero poder receber, pois sou um bom menino e como disseram, o mais rápido possível, já que sou um dos teus filhos prediletos.


Teu filho


E fico pensando quantos de nós aceitariam esta resposta de Deus:


Querido Filho “predileto”...
Em resposta a seus pedidos só tenho a te dizer isto:

“... A minha graça te basta...” – II Corintios 12.9

Na graça de quem nos dá sempre de sua Graça

Rogério Percel Aires

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O relógio de Deus não é o nosso!

DEUS TEM O SEU TEMPO!

“Deus sabe o que está fazendo e não tem nenhuma obrigação de nos dar qualquer explicação” - Elisabeth Elliot

Já reparou que as pessoas querem fazer Deus agir no tempo delas. Que responda a seus pedidos imediatamente, ficando frustradas quando “aparentemente” o resultado não pode ser visto logo ou de acordo com suas expectativas.
A sociedade esta tão acostumada a ver as coisas acontecerem de forma rápida que acabam, de forma equivocada, vendo e esperando que Deus aja da mesma forma.
Deus acaba sendo comparado a um disque-alguma coisa, um self-service espiritual, onde se liga e recebe o que se pede, e se não agrada o atendimento ou a demora é grande em ser atendido, muda-se logo de lugar, e vai-se à procura de um local onde se receba com mais agilidade o que foi pedido e sem erros. Procura-se um “deus” mais rápido, afinal não se tem tempo para perder com “burocracias” e nem para ser informado de que alguém esta sendo atendido por ter feito o pedido primeiro.
O que a nossa sociedade precisa aprender e entender, e nisso nos incluímos, é que Deus tem o seu tempo e age no momento exato, quando sabe que estamos preparados para receber ou pelo menos entender o porquê não recebemos o que pedimos e também sua forma de agir.
Deus é soberano em nossas vidas, até sobre a vida daqueles que não querem compromisso com sua palavra, e isso não pode mudar, pois nosso Deus não muda e isto implica, a cada um de nós seus filhos, a consciência de que nada pode ser nos dado sem o consentimento e a aprovação, visando à glória de Deus Pai.
Se olharmos para o texto de Mateus em seu cap. 6 dos versos 25 ao 34 nos deparamos com a resposta de Jesus a esta ansiedade do ser humano em querer ter as coisas de forma rápida. Jesus nos lembra de que tudo o que queremos, seja o comer, o beber e o vestir, é algo que Deus Pai nos dá na medida em que buscamos o seu reino e a justiça.
Por outro lado nós também não podemos buscar o reino de Deus apenas para receber recompensas, mas para glorificar e exaltar seu nome, para anunciar seu amor e misericórdia a toda à humanidade. Esta inquietude na vida da humanidade é efeito de uma geração que deixou Deus de lado e procura buscar as coisas de forma rápida e “agradável” aos olhos.
O que precisamos fazer, e com urgência, é voltar ao estudo sério da palavra de Deus e sua aplicação às nossas necessidades, urgentes ou não. Permitir que o criador e sustentador da vida tenha, sobre nossas vidas, toda a primazia e nos direcione em sua vontade. Vontade que é sempre o melhor para as nossas vidas.
Desta forma vamos poder entender o que recebemos ou o que não recebemos das mãos do Pai, além de saber qual seu propósito para as nossas vidas. Que Deus nos dê apenas sua vontade.

“Não cabe a nós estabelecer um horário para o Criador do tempo” - Samuel Rutherford

Na graça de quem sempre nos supre segunda a sua vontade

Rogério Percel Aires

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O que ando falando por ai?

Minhas palavras são uma benção na e para a vida de meu (minha) irmão (ã)?

Às vezes ficamos nos perguntando o que leva uma pessoa a ficar difamando o caráter de um irmão, e o que nos leva a difamar também; acabamos chegando à conclusão de que é falta de proximidade com Deus mesmo, falta de companheirismo com o autor da vida, pois tenho certeza de que ele não difamaria nenhum dos seus filhos, pelo contrário, solucionaria a situação.
Por isso hoje devemos tomar, ou deixar de lado, a decisão de nunca mais difamar aqueles que são imagem e semelhança de Deus como nós; caso contrário, cairemos no erro de acabar depreciando o que Deus criou, deixando de lado a ordenança bíblica “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” – Mat 22.39, pois se não conseguimos entender os erros dos outros como irão entender os nossos?
Nisto tenho que, de forma radical, policiar minha língua, pelo menos quando ela se manifesta na opinião a respeito de quem quer que seja; por outro lado tenho que vigiar de forma mais acentuada o meu coração “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” – Mat 15.19
O que queremos dizer é que, se nosso coração não esta diante de Deus, com certeza nossa língua também não estará, e infelizmente vamos acabar “amaldiçoando” nosso irmão; irmão que devia receber de nossa parte e de nossos lábios apenas o amor que se derramou na cruz através do sacrifício de Cristo.
Tenhamos ainda em mente as palavras de Cristo “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno” – Mat 5.29,30; são palavras que muitos interpretam de forma alegórica para não admitirem que Jesus esteja dizendo literalmente que devemos arrancar o que esta nos fazendo pecar.
Bem, estaríamos dispostos a arrancar nossas línguas para evitar o pecado que cometemos ao falar de nossos irmãos e irmãos em Cristo que, a nossa semelhança, também precisam receber da misericórdia de Deus, estaríamos dispostos a amputar nossos corpos para que se manifestasse a vontade suprema do criador e salvador de nossas almas?
Claro que não precisaríamos ser tão radicais a ponto de amputarmos nossos membros se conseguíssemos dominar nossos pecados ou membros pecaminosos, seja língua ou qualquer outro que nos faça deixar de lado a vontade santificadora do Pai.
É Tiago que nos lembra o nosso contato com a língua “Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procede bênção e maldição” – Tg 3.9,10, e isto requer de cada um de nós uma disposição de santificarmos este pequeno órgão, permitindo a Deus que nos domine inteiramente,a começar por nossas palavras, conduzindo-nos em sua vontade dia após dia.
Tenhamos firme decisão de falarmos apenas o que edifica e traz crescimento à nossos irmãos; tenhamos o exemplo de Cristo que se calou perante seus algozes, mesmo estando certo de sua atitude, preferindo glorificar ao Pai por suas atitudes e palavras.

No nome daquele que deve falar em nós

Rogério Percel Aires

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Velho assunto! Infelizmente ainda vivo


Pecado: Desejo egocêntrico do meu coração.

Introdução

“Quando o "eu" não é negado, ele é necessariamente adorado”
Anônimo

Escrever sobre pecado é uma coisa complicada porque, querendo ou não, estamos falando de nossas atitudes com relação a Deus e a seus mandamentos. Falar sobre pecado pode esbarrar em nossas próprias limitações de querer deixar o pecado de lado e viver para agradar ao Deus que se fez homem para nos resgatar, para nos dar a vida eterna.
Por outro lado não falar sobre pecado é algo impossível, pois nos deparamos com ele todos os dias, seja na rua, seja na igreja, nos jornais, seja onde estivermos, seja até mesmo quando estamos sozinhos e achamos que ninguém esta vendo nossas atitudes.
Já nem se ouve muito falar sobre pecado, porque se fosse levantada a questão e fosse proposto que “aquele que não tem pecado atire a primeira pedra” muitos a atirariam, só para não serem descobertos.
De qualquer forma cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus; isto não é negociável e talvez, digo talvez, só por causa disso não devemos ficar falando de pecados que não sejam os nossos, mas por outro lado, quem nos garante que não os tenhamos amanhã, quem pode determinar o que vai fazer com total convicção, sabendo que não vai falhar? Ninguém, pois somos seres falhos que queremos apenas ver nossos anseios serem realizados.
Nesta convicção é que podemos afirmar que o pecado nada mais é do que nosso desejo egocêntrico; desejo de ver nosso “EU” satisfeito, não importando quem sofrerá as conseqüências de nossas atitudes, pois o que importa é o momento, o prazer momentâneo, onde se ouve apenas a voz do poeta “que seja eterno enquanto dure”.
Até quando tentaremos “enganar” ao criador com frases feitas, com insinuações de que logo largaremos este ou aquele pecado, que uma vez só não faz mal, até quando Deus terá misericórdia de uma geração que só pensa em si mesma, mesmo com tanto conhecimento do que é certo, do que é sagrado e justo aos seus olhos.
Se me perguntarem por que o evangelho não cresce, pelo menos em minha cidade, posso responder com convicção: pecado de quem não deveria pecar, nosso pecado.
Nesta perspectiva gostaríamos de demonstrar alguns aspectos de como o pecado nos afeta e como devemos lidar com este domínio.

1 - O pecado nos afasta da glória de Deus, mas o sacrifício de Cristo reverte esta situação caótica.

“O auto-esvaziamento prepara o transbordamento espiritual”
Richard Sibbes


Se atentarmos para as palavras do apóstolo Paulo, teremos certeza de que nada pode ser feito por cada um de nós, visto estarmos debaixo da ira de Deus por causa de nossa rebeldia, por causa de nosso egoísmo, pois ele afirma categoricamente que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” – Rm 3.23; e este pecado atraiu sobre nossas vidas a morte, pois “... a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” – Rm 5.12
Em razão disso temos certeza de que jamais nenhum esforço nosso ou de qualquer outro ser humano pode nos levar de volta a presença do criador, nenhum esforço pode trazer de volta a glória de estar na presença santa de Deus; o profano não pode habitar o sagrado, pois não suportaria sua presença; ouçamos Isaias “... ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos – Is. 6.5.
Então não nos restaria nada a não ser esperar nossa destruição, nossa aniquilação completa da face da Terra se não fosse o amor sacrifical de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo que, não “levando em conta os tempos de nossa ignorância” – At 17.30,31 derramou seu sangue para nos dar acesso à glória de Deus.
Eis a questão levantada ao nosso coração, qual a glória que queremos ver em nossas vidas, qual a decisão que devo tomar diariamente e continuamente com relação a este amor que nos resgatou de nossa destruição certa e justa; Deus se faz homem para que possamos ser homens e mulheres consagrados, dedicados a ver sua face resplandecendo na multidão, longe do pecado.
Somente a glória de Deus pode nos levar de volta a Ele e nos dar capacidade para não pecarmos mais, somente seu poder pode nos fazer fortes contra as ciladas do diabo e também nossas próprias ciladas de querer se satisfazer, de querer ser o centro do “universo”.
Um dos nossos grandes enganos é declarar que temos força em nós mesmos e que podemos vencer; se pudéssemos vencer sozinhos não precisaríamos da intervenção do Pai através de Cristo.
Por isso, se queremos vencer na VERDADE precisamos andar na verdade suprema de que precisamos da glória de Deus em nossas vidas, glória que Ele manifestou através do amor derramado entre pecadores na cruz.

2 - O pecado nos afasta das bênçãos de Deus, mas o amor de Cristo nos abençoa dia após dia

Vivemos em uma época de bênçãos, ou melhor, de procura de bênçãos por parte de muitos, sejam cristãos ou não; até quem não declara fé nenhuma quer ser abençoado.
Isto se vê claramente nas filas de lotéricas, cassinos, bingos e qualquer outro local onde se declare que algo bom vai acontecer porque você “merece”, porque você pode tudo ou porque “aquele” ou “aqueles” tem poder para fazer a diferença em sua vida.
Por outro lado vejo a palavra de Deus declarando “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças” – Fip 4.6 o que contrasta com a realidade de muito de nossas comunidades, sejam evangélicas ou não.
Esta realidade é efeito de uma vida que só pensa em bens imediatos e satisfação própria; demonstra que não sabemos mais esperar o tempo de Deus e muito menos o Deus do tempo, tomando a rédea de nossas vidas, deixando de confiar no que é ETERNO para confiar no que é transitório e efêmero.
E mesmo com toda esta ansiedade desenfreada encontramos o amor de nosso Deus através de Cristo, amor que se reveste de misericórdia, que se compadece de cada um de nós, porque nos vê, ainda, “como ovelhas que não têm pastor” – Mat 9.36, pessoas que são levadas por todo vento de doutrinas e preceitos humanos e ilusórios.
Claro deve ficar, que sabemos que Deus quer derramar sua benções sobre nossas vidas, derramar vitórias, sejam elas espirituais, emocionais ou físicas, mas que isso só poderá ser conseguido com um viver que deixa de lado nosso egoísmo e começa a participar da vontade de Deus para nós que somos seus filhos e filhas.
Ser abençoado todos nós queremos, mas deixar de lado nossos pecados já é uma questão que requer de nós uma atitude, afinal a oração ensinada por Cristo não diz apenas “venha o teu reino”, também diz “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” – Mat 6.

3 – O pecado nos afasta da vida eterna, mas a morte e ressurreição de Cristo nos leva diretamente ao Pai

“ A alma que pecar, esta morrerá” - Ez 18 , e a despeito do que muitos acreditam é nos revelado, pelas escrituras, que esta morte passou a toso os seres viventes, pois como já citamos anteriormente “ todos pecaram” – Rm 3, não havendo nada que nos de esperança, por nosso próprio mérito, de vivermos eternamente na presença de Deus.
E em virtude da busca humana de querer resolver tudo sozinhos, vemos o pecado cada vez mais nos afastando da verdade ensinada em toda a palavra de Deus.
As pessoas e até várias instituições e igrejas propagam a mentira de que você pode tudo, que pode ter e acontecer de forma que bem entender, pois Deus perdoa, usando jargões como “Deus é pai”, esquecendo que esta frase só tem validade quando somos filhos que aceitam este pai e clama através do Espírito Santo “Aba Pai”, recebendo o senhorio de Cristo em nossas vidas.
Vê-se uma busca incessante por mais vida, pela fonte da juventude, mas se esquecem de ir ao criador que “mantém” a fonte.
Disse Jesus “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” – Jo 14, e este é o único alicerce de nossa vida, isto é o que deve estar atrás da convicção de que temos a vida eterna em nós.
Saber que o preço foi pago por Cristo é a única esperança que nos mantém nesta vida a espera da VIDA ETERNA.

CONCLUSÃO

Enquanto andarmos por ai apenas dando abertura aos nossos anseios, nossos desejos, com certeza seremos dominados por nosso egoísmo de achar que somos e devemos abençoados em todas as nossas atitudes.
O que Deus espera de cada filho e filha é que tenhamos capacidade de abandonar este egocentrismo que nos afasta dele e passemos a confiar plenamente em sua vontade, sabendo que temos a nossa frente muitas bênçãos e a promessa de estar na presença Dele vendo sua glória através da vida eterna que Cristo nos outorgou através de seu amor incondicional na cruz e através de sua vitória na ressurreição tornando-se “ o primogênito dentre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” – Col 1.18


No amor daquele que é e deve ser o centro de nossas vidas
Rogério Percel Aires

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Exercícios de uma fé sadia

PA“M” (Perdão, Amor e Misericórdia)

“Assim como o cristão nunca esta fora do alcance das mãos de Deus, também não esta fora do alcance dos olhos de Deus” – Thomas Brooks

Todos nós ficamos atentos aos jogos pan-americanos e felizes com as medalhas ganhas por nossos atletas e acreditamos que, cada nação teve o mesmo orgulho de seus atletas, afinal vencedores todos foram por representar seu país, ganhando ou não uma medalha.
E sabemos que todos os atletas se esforçaram para dar o melhor de si em cada competição e em cada etapa da mesma.
Pensando nisso, no esforço para vencer limites, superar dificuldades, queremos tratar de um Pan que esta no coração de Deus para todos os filhos que escolheu antes da fundação do mundo.
Um Pan que não acaba no final da competição, quando todas as provas terminam, quando os atletas vão embora; porque no Pan que estamos visualizando, os atletas que somos nós, não terminam suas atividades no final de uma etapa, porque não existe um final, existe um continuo e maravilhoso agir de Deus até nos encontrarmos com Ele na eternidade.
Este é um Pan que termina com M – PAM, pois expõe o que vai em nossos corações quando Deus nos revela um amor que vai além de qualquer esforço humano, que vem da eternidade e nos leva a ver o PERDÃO, o AMOR e a MISERICÓRDIA que nos atingiu quando o Espírito Santo agiu em nossas vidas levando-nos ao arrependimento e a salvação.
Diante disto veremos como deve ser nossa atuação no PAM de nosso Deus.

1) Deus nos revela seu PERDÃO e nos chama a fazermos o mesmo para com nossos semelhantes

“A cruz é o preço do meu perdão” - Anônimo


Quando lemos a oração dominical registrada em Mateus 6.12 vemos Jesus dizendo “...e perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós temos perdoado a nossos devedores”, e isto deve nos chamar a atenção para o tipo de perdão que estamos dando a nossos semelhantes.
O apóstolo Paulo nos diz em Atos 17.30 e 31 “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora porém notifica aos homens que todos, em toda a parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentro os mortos”, nos mostrando que Deus nos chama ao arrependimento, quer perdoar a todos que se aproximam do redentor de nossas almas, Cristo Jesus. Isto nos leva a entender e crer que este Deus, Santo em todo o seu proceder, derrama seu perdão sobre nossas vidas mesmo em face de nosso ignorância.
Este perdão gratuito nos leva a ter em mente que, se nós, ignorantes, tolos, podemos receber o perdão de Deus através de Cristo, nossa atitude para com nossos semelhantes deve, no mínimo, espelhar a atitude de nosso Deus e Pai.
Quando repetimos a oração dominical temos que atentar para esta nossa declaração, pois dizemos a Deus que Ele deve nos perdoar assim como nós perdoamos, e isto traz sobre nossas vidas grandes responsabilidades. Se pedirmos perdão e não conseguimos perdoar as falhas de pessoas falhas como nós, como Deus pode perdoar as nossas, sendo Ele um Deus Santo.
Olhemos com atenção a parábola do credor registrada em Lucas 7.41-43 e depois reflitamos na medida do perdão que recebemos de Deus e tenhamos uma atitude semelhante para os que falham conosco. Talvez o que nosso semelhante precise e apenas ouvir um “eu te perdôo porque também fui perdoado por meu Pai”.

2 – Deus nos demonstrou seu AMOR na eternidade e nosso amor também deve refletir esta eternidade em nosso tempo

“Amar é mais serviço do que sentimento” – John R. W. Stott
“A suspeita subtrai, a fé adiciona, mas só o amor multiplica. Ele abençoa duplamente: aquele que o dá e aquele que o recebe” - C. T. Studd


Ouçamos o apóstolo João em I Jo 3.1 declarando que “...grande amor nos tem concedido o Pai, o ponto de sermos chamados filhos de Deus; e de fatos somos filhos de Deus”, demonstrando a nossos corações que este amor nos faz pessoas especiais, conhecedores de um amor que vai ao encontro daqueles que ama, que se dá em resgate.
E nesta condição, o Pai vem ao nosso encontro, pois seu amor supera todas as situações para resgatar-nos de nossos pecados, de nossa incapacidade de amarmos o autor da vida.
Nesta perspectiva, nos que fomos resgatados, somos exortados pelo apóstolo Paulo em Efésios 5.12 a sermos “imitadores de Deus como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”. Isto nos chama para uma atitude de amor que vai ao encontro daquele que nos é semelhante e, se for necessário, entregar nossas vidas para que este amor seja experimentado, seja o renovador de almas sedentas de um “toque” de amor que parta de nossas vidas.
Quando queremos saber de Deus qual o amor que ele quer de nossas vidas temos que atentar para as palavras do apóstolo Paulo em I Coríntios 13.4-7 “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” e deixarmos o Pai trabalhar em nossa vida para amarmos a todos da mesma forma e com a mesma intensidade que o texto reflete o caráter de Deus a nós.
Isto requer de cada um de nós uma atitude de querer amar, permitindo que nossos sentimentos sejam transformados e nos façam semelhantes ao Deus que nos amou desta a eternidade, nos permitindo ver em cada ser humano as qualidades que o Pai enxerga.
Deus escolheu-nos para sermos o canal de seu amor, e é impossível amar a Deus que não vemos se não conseguimos amar a nosso semelhante que esta ao nosso lado, vendo neles a “imagem e semelhança de Deus” – Gênesis 1.26.

3 – Deus nos salvou por sua MISERICÓRDIA e nós precisamos ser misericordiosos com todos aqueles que precisam desta salvação.

“A bondade de Deus é a raiz de toda a bondade; e a nossa bondade, se é que temos alguma, origina-se na bondade dele” – William Tyndale

Conforme um escritor, que não quis se identificar, a palavra misericórdia é de origem latina e é a junção de misereo (miséria), e cor (coração) representando, portanto, um sentimento de empatia, colocar a miséria do próximo em nosso próprio coração. A misericórdia se refere ao coração que se compadece e age.
Jesus nos declara em Mateus 5.7 “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” e também em Lucas 6.36 “Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai”, e é impossível ler estas duas declarações sem procurar ver o que a misericórdia de Deus fez a cada um de nós.
E quando pensamos nisso vem a nossa mente as palavras do apóstolo Paulo em Filipenses 2.6-8 “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou com usurpação o ser igual a Deus, antes, a si mesmo esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”, nos mostrando o valor de sua misericórdia para com todos nós, misericórdia que o levou a morrer por nossa divida e pagar o preço de nossa salvação.
Agora, como nós, filhos da misericórdia de Deus, estamos nos portando para com nossos semelhantes, que precisam de um pouco de misericórdia, que precisam de alguém que sinta suas dores e se coloque em seu lugar?. Devemos analisar nossas atitudes continuamente e perguntarmos sempre, que tipo de misericórdia minha vida demonstra. Que seja a de Deus.

Conclusão

“O homem pode esconder Deus de si próprio, mas não pode esconder a si próprio de Deus” – William Secker

Amados, com certeza Deus quer nos ver vencedores em nossa vida diária e por isso requer de nós uma disposição de poder perdoar, amar e demonstrar misericórdia a todas as pessoas que estão ao nosso redor.
Se pararmos pra analisar o que Deus fez por cada um de nós saberemos que, não merecíamos nada que recebemos, e por causa disso é que somos chamados a ser o alicerce que levará muitas vidas a também participarem da vida que Deus quer demonstrar através de nossas atitudes.
Sejamos benção.

No amor daquele que nos faz mais que vencedores
Rogério Percel Aires

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Vida feliz? Onde?

Como ter uma vida feliz e plena de significado?

Quando vemos nossa sociedade, e vemos todos dias, encontramos pessoas procurando meios de ser ou estar feliz. Isto pode, pensa a grande maioria, ser conseguido com um grande número de “coisas divertidas”, uma infinidade de amigos, uma conta bancária bem cheia, realizações profissionais e, se pararmos pra pensar, muitos outros sonhos e desejos.
Algumas pessoas diriam que tudo isso é válido e até necessário mas, todos nós conhecemos pessoas que obtiveram tudo isso e mesmo assim tem uma vida totalmente vazia de perspectivas ou significados, cheia de “vitórias” mas completamente derrotados.
Este contraste só tem uma resposta: Princípios errados, caminhos tortuosos.
Podemos demonstrar alguns princípios que devem e deveria fazer parte do cotidiano de quem quer ter vida plena e feliz, de quem busca a felicidade.

1 – Vida Feliz e satisfatória começa em Deus
Seja o que for que você faça, comece com Deus – Mattew Henry

A palavra de Deus nos traz a revelação de que a nós é oferecido o amor, a segurança, a paz, um propósito e por fim um destino eterno.
O amor que nos é revelado por Deus encontra toda a sua força nas palavras do apostolo João quando declara que “... Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo o que nele crê não pereça mais tenha a vida eterna” – Jo 3.16; este é um amor que se preocupa e prove livramento, um amor incondicional.
Agora, quando pensamos em segurança e paz vemos um Deus que se preocupa com aquilo que acontece com seus filhos, que está sempre, atentamente, olhando para o seus conforme nos informa o salmista “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que temem, sobre os que esperam na sua misericórdia” – Sl 33.18, e todos os filhos que tem esta visão, tem total confiança no criador que nos resgatou através do sacrifício de Cristo. E esta segurança é completada pela paz que Deus nos proporciona quando Jesus nos declara aos corações “...eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” – Jo 10.10
E todo filho que confia nesta vida abundante, que recebeu de Cristo, sabe que sua vida tem, aos olhos do Pai, um valor incalculável, e por causa deste valor resgatada na cruz, sabe que todo o propósito de sua vida é glorificar ao Pai através do filho. Cristo se sacrificou de forma definitiva para que o propósito de sua vida, que é glorificar a Deus, pudesse envolver a cada um de nós e fluísse através de nossas vidas.
Por fim, depois de ouvirmos do amor, da segurança, da paz e do propósito de nossas vidas, somos informados que tudo isso termina no recebimento da vida eterna, o destino pelo qual gloficaremos a Deus eternamente porque “...nos escolheu , Nele, antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis perante ele” – Ef 1.14

2 - O pecado do homem o afasta de Deus
Há tanta diferença entre alegrias espirituais e terrenas quanto entre um banquete saboreado e outro pintado na parede – Thomas Watson
Com certeza todas as bênçãos citadas no item anterior são dadas gratuitamente porque “...Deus sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça sois salvos” – Ef. 2.4,5
Tendo isso em mente podemos levantar as mãos para o céu e agradecer ao Pai todo seu amor, poderíamos se não fosse por um detalhe que faz toda a diferença em nossas vidas: o pecado que nos afasta de Deus.
O pecado nos afasta do amor do Pai e tira de nossas vidas suas bênçãos e ao contrário da crença popular Deus não ama o pecador, ama quem quer abandonar o pecado, quem não quer ser reconhecido como pecador, que quer abandonar esta vida de miséria espiritual, que sabe que “...nossas iniqüidades fazem separação entre “nós” e “nosso” Deus, e o “nossos” pecados encobrem o rosto de “nós” para que não “nos” ouça” – Is 59.2 “alterado pelo contexto”.
Pecado é deixar Deus de lado, o que Ele separou para sermos em sua presença e fazermos aquilo que nos agrada e deixa a glória de Deus alheia à nossas vidas, é deixar de glorificar ao Pai por ter nos amado a ponto de dar seu único filho para morrer em nosso lugar e passarmos a glorificar nossas vontades nos afastando das benções da salvação.
Por isso Deus não pode amar o pecador até que este, tocado pelo Espírito Santo, decida abandonar o pecado definitivamente e aceite a Cristo e o que Ele fez na cruz quando tomou nosso lugar.
Isto posto, temos que ter em mente que “enquanto o pecado estiver nos separando de Deus não podemos gozar a vida feliz e plena de significado que Ele quer que tenhamos”

3 – Deus nos amou demais. Através de Cristo toda a nossa culpa foi justificada diante do Pai eterno
Não conheço outro prazer tão rico, tão puro, tão santificador em suas influências ou ainda tão constante em seus benefícios como aquele que resulta da verdadeira e espiritual adoração a Deus – Richard Watson

Eis o apostolo Paulo declarando “...Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato deter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” – Rm 5.8, e isto faz toda a diferença em nossa existência ; minha decisão de aceitar este amor é que dá a minha vida felicidade e significado.
O que vemos é Deus aceitando o sacrifício de Cristo para que a vida fosse dada àquele que crê na justificação feita por Cristo em sua morte voluntária para a remissão de nossos pecados; por isso o Pai, quando olha para nossas vidas vê a obra de seu filho unigênito, obra que nos fez,agora, filhos do mesmo Pai.
A barreira, agora desfeita, já não existe mais entre o criador e sua criatura, entre o Pai e nós, seus filhos.
A morte do justo por nós, injustos, foi o sacrifício aceito por Deus como único, como nos registra 1 Pe 3.18 “Pois, também Cristo ,morreu uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus”.

4 - Vida feliz só começa quando o homem olha para Deus e deposita nele sua confiança. Confiança na expiação de nossos pecados por Jesus Cristo
Ó Deus, tu nos criaste para ti mesmo, e o coração do homem sempre ficará inquieto enquanto não encontrar, em ti, sua paz – Santo Agostinho

Sabedores que somos do que Cristo fez na cruz e também de que devemos tomar uma decisão com relação a este amor somos impactados com a declaração do apostolo João “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” – Jo 14.6
Por isso a escolha de nossas almas determinará nosso destino, bem como nossa condição enquanto estivermos nesta vida terrena. A morte e a vida estão na decisão de aceitarmos a Cristo ou não. De tomarmos posição ao lado do autor da vida que nos justifica perante o pai ou vivermos nossas vidas por nossos próprios desejos e caprichos.
Novamente o apóstolo Paulo nos lembra que “...justificados pois mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” – Rm 5.1
Ora, sabemos que “...a fé a certeza de coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem” – Heb 11.1 e esta confiança nos leva a acreditar que fomos perdoados e nos tornamos justos diante de nosso Deus através de nossa posição de, deixando o Espírito Santo de Deus agir, aceitar a Cristo como Senhor e Salvador.

Conclusão

Amados, vida plena só pode ser encontrada na pessoa do filho que se encarnou e demonstrou o amor do Pai para com a humanidade pagando um alto preço na morte da cruz.
Morte que traz a nossa memória o amor que se preocupa, que traz segurança, paz, propósitos certos e vida eterna. Paz esta que nos diz que seremos felizes na eternidade com o Pai pois fomos criados para a glória e honra de Deus e somente glorificando o Senhor da glória é que o homem pode ter uma vida cheia de significados e valores eternos. Pensemos nisso.

No amor daquele que pode dar o verdadeiro sentido à vida
Rogerio Percel Aires