SOMOS PESSOAS AMADAS POR CRISTO
Efésios 2.1-10
“Defina-se como alguém radicalmente amado (a) por Deus” – John Eagan
QUANDO NÃO SOU E NÃO SEREI AMADO (A)?
1 – Quando apenas busco um bom comportamento ou faço boas obras
“De todas as calamidades que têm visitado este mundo, a rendição do espirito humano a este mundo e a seus caminhos são, sem sombra de dúvida, a pior de todas” – A. W. Tozer
Somos cristãos em uma sociedade, que apesar de se denominar cristã, tem seus valores deturpados para que a maioria fique satisfeita; onde mentiras são transformadas em verdades da noite para o dia. Um bom comportamento e até excelentes obras nada mais será tomado que o necessário para se viver em grupo e no dia a dia. O que encontraremos também é muita coisa tida como boas praticadas por pessoas que, apesar da atitude aceitável e até invejada, não tem o menos respeito e temor para com Deus.
O nosso comportamento e nossas obras são e devem ser diferenciados pela mudança daquilo que vem de dentro de nossos corações: nossa atitude. Estaremos externando aquilo que recebemos de Deus, que foi o mor através do sacrifício de Cristo para a nossa salvação.
Somos amados não por causa do que fizemos, fazemos ou faremos; somos amados porque nosso comportamento e fruto do amor de Deus em nossas vidas e do nosso amor para com Ele.
Aqueles que nos observam ou convivem conosco devem saber e sentir que a diferença esta, não no exterior, mas dentro de cada um de nós.
Nosso comportamento, nossas obras não nos fazem ser mais amados, o que nos faz ser amados é o motivo de termos o comportamento que temos; somos ou nos esforçamos para ser melhores porque queremos que Cristo seja glorificado através de nossas vidas.
O que precisamos entender e fazer nossa sociedade entender com relação ao que somos ou fazemos é o fato de que não queremos ser aceitos por Deus por causa de nosso comportamento ou nossas obras, queremos sim que “vejam nossa luz e glorifiquem a Deus”.
Não buscamos um bom comportamento ou realizar boas obras para sermos amados por Deus e sim porque Ele já nos amou primeiro.
2 – Quando sou independente de Deus
“Se queremos evitar a filosofia natural e insensível, precisamos sempre começar com este principio: tudo na natureza depende da vontade de Deus e todo curso da natureza é apenas o efeito contínuo de suas ordens" - João Calvino
Andávamos completamente alienados, fazendo unicamente as nossas próprias vontades. Vontades que muitas vezes estavam apenas disfarçadas de um correto proceder, mas eram uma forma sutil de dizermos à Deus que sabíamos o que era melhora para nós e que ele não precisava se intrometer em nossos assuntos pois estávamos no controle.
Nesta total liberdade estávamos sendo destruídos dia a dia e isto sem querer admitir, orgulhosos em nós mesmos. Apesar de ficarmos repetindo a todo instante tentando nos convencer que Deus é pai, sabíamos que nossa independência nos afastaria do amor de Deus. Estávamos independentes de Deus e escravos de nossas misérias, nossas neuroses , nossos vícios, nossos pecados.
Na nossa independência estávamos escravos de satanás que nos rodeava com uma falsa segurança repetindo em nossos ouvidos “...é certo que não morrereis.” e “...sereis conhecedores do bem e do mal” – Gen. 3.4 e 5, nos fazendo caminhar para a destruição eterna.
Deus não olhou para esta nossa independência e muito menos nos deixou continuar vivendo nela, pelo contrário, não fazendo conta de que éramos “filhos da ira” enviou seu próprio filho para morrer em nosso lugar. O sacrifício de Cristo nos fez entender que precisávamos de um novo começo, agora, na total dependência do Deus que nos livrou da destruição e do cativeiro de satanás, nos abrindo os olhos e fazendo nos ver onde realmente estávamos com nossa suposta independência.
Agora sim, totalmente dependentes do amor incondicional de Deus somos portadores dessa mensagem de salvação
Como novas criaturas já não podemos mais no amoldar ou nos acomodar com a realidade da morte que nós é tão palpável diariamente; uma realidade onde pessoas são boas na maioria da vezes, mas uma bondade independente de Deus, longe de ser reflexo do amor sacrificial de Cristo ou até mesmo de reconhece-lo como único senhor e salvador e ainda sendo, infelizmente, “filhos da ira.”.
3 – Quando não aceito a misericórdia de Deus
“Seremos controlados por satanás, ou pelo eu ou por Deus. O controle de satanás é escravidão; o controle do eu é futilidade; o controle de Deus é vitória” – Anônimo
Por nós mesmos nada podíamos e não podemos fazer, por mais bondosos que fossemos ou sejamos apenas estaríamos e estamos tentando comprar o amor de Deus com atitudes pensadas e sem profundidade de coração. Pensadas para termos “benções”, como se pudéssemos enganar a Deus e sem profundidade de coração, porque na primeira oportunidade esqueço-me do que estou fazendo e começo a pensar só no meu amor próprio e não no de Deus.
Alias, se olharmos ao nosso redor, veremos muito ainda hoje, de forma até sincera, por estar sendo enganados, querendo receber de Deus através de atitudes, campanhas e modismos inventados por si próprios ou pessoas que deturpam a Palavra de Deus em benefício próprio, sem pensar nas consequências do que fazem.
Deus, em sua infinita sabedoria, amor e misericórdia e olhando para o que Cristo realizou na cruz, nos deu vida, nos separando por causa do seu próprio amor para conosco, para que o servimos agora na lembrança continua de sua misericórdia que não queríamos aceitar.
Ele desceu ao nível de cada um de nós, suas criaturas, através de Cristo. Sentiu nossas dores, foi tentando em todas as coisas que somos, mas não conheceu pecado pra que a misericórdia fosse experimentada em sua totalidade, para que pudéssemos entender seu imenso amor e aceitar sobre e em nossas vidas.
Somos, hoje então, amados porque a misericórdia de Deus nos atingiu quando tínhamos decidido não fazer parte dela e nem permitir que ela nos atingisse. Fazendo-nos de superiores fomos derrubados ao chão e olhando para cima nos deparamos com Cristo no estendendo as mãos e vitorioso em seu sacrifício por cada um de nós.
Deus, nos fez portadores de sua misericórdia, às outras vidas sedentas como nós, pelas quais, Cristo morreu e depois ressuscitou demonstrando a vitória sobre a morte.
“A morte perde metade de suas armas quando negamos em primeiro lugar os prazeres e interesses da carne” – Richard Baxter
Se atentarmos bem para as pessoas veremos que muitas não olham para Deus como se ele fosse Deus, mas apenas como uma força que age no universo e que esteja sempre ao dispor de cada uma delas. Nós agíamos assim e às vezes, lamentavelmente, ainda agimos.
Por outro lado também vamos encontrar outra grande maioria, que se intitula cristã, buscando o amor de Deus, fazendo obras que supostamente levarão à benção. Vivemos em uma sociedade tão carente do espiritual que fazem qualquer coisa física pra sentir a presença de Deus.
Se formos enumerar teremos uma lista enorme de semana disso, culto daquilo, concentração daquilo outro e por ai vai, tudo para barganhar com Deus mais uma benção.
No entanto fomos escolhidos não por causa de nossas obras, elas em si nada podem fazer; nada do que fazemos é útil se é um fim em si mesmo, mas porque nos quis salvar e nos separar para o louvor de sua glória também através de nossas obras.
Todo aquele que recebe a Cristo como senhor e salvador não procura fazer boas obras para que Deus se agrade e abençoe, pelo contrário, tem que entender e aceitar e vivenciar que, boas obras foram criadas por Deus para que andássemos nelas e o glorificássemos antes mesmo de nossa existência.
Deus fez a cada um de nós para que déssemos frutos e desta forma as pessoas reconheçam através de nossas vidas a quem servimos e o aceitem como senhor e salvador.
5 – Conclusão
“O amor de Deus não é condicional. Nada podemos fazer para merecer o amor de Deus – razão porque é chamado graça; e não precisamos fazer nada para gerá-lo. Já está lá. Qualquer amor, para ser salvífico, deve ser deste tipo: absolutamente incondicional e livre” – Beatrice Bruteau
Somos amados pro Deus porque ele escolheu nos amar e se dar em resgate por nós, não sendo merecedores deste amor.
Deus jamais vai nos amar por causa do nosso comportamento e obras que fazemos; ele sabe que muitas vezes buscamos apenas nossos próprios interesses e procuramos o deixar de lado. Ele nos ama independentemente do que façamos ou como nos comportamos porque decidiu nos amar.
Quando deixamos de lado seu amor e começamos a viver por nós mesmos, ele vai continuar nos amando, pois não pode mudar o que é, mas com certeza este amor não será abençoador em nossas vidas já que decidimos viver sem ele.
Com esta decisão declaro que não preciso da misericórdia que foi demonstrada na cruz e volto minha vida para a miséria que é viver sem Deus.
O resultado disso é que depois de algum tempo começo a fazer coisas pra ver se consigo ser abençoado por Deus achando que da pra se barganhar com o criador.
O que Deus declara através de sua palavra é que nada disso é necessário ou útil. O que é e o que deve ser é ter um coração que se derrame perante ele e se torne totalmente dependente do amor que nos separou desde antes da fundação do mundo; não por nosso mérito, mas porque ele escolheu nos amar.
Por isso, que cada um de nós faça de Deus e seu imenso e incondicional amor, nosso valor pessoal.
Aquilo que somos deve ser o reflexo da graça de Deus em nossas vidas e aquilo que fazemos deve ser o reflexo daquilo que somos, sabendo que estamos andando no que Deus preparou para que andássemos; fomos separados para, que através de nós, vidas sejam iluminadas e comecem a andar no único caminho que existe:JESUS CRISTO
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” – Jesus Cristo
Na graça de quem nos escolheu nele.
Rogério Percel Aires
